terça-feira, 1 de setembro de 2009

Infestação de potó causa transtornos em Imperatriz, no Maranhão

SÃO LUÍS - Um pequeno inseto, conhecido como potó, está causando problemas para a população de Imperatriz, no Maranhão. Parecido com uma formiga, o animal, cientificamente chamado de Paederus, causa queimaduras e até pústulas quando entra em contato com a pele. Muito comum no Norte e no Nordeste do país, a população de insetos aumenta depois do período de chuvas e chegam às cidades atraídos pela luz emitidas pelas lâmpadas. As queimaduras piores ocorrem quando a pessoa mata o animal depois dele pousar sobre a pele. Uma cartilha da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), sobre acidentes com animais peçonhentos, explica que o potó contém uma "potente toxina de contato, denominada pederina, de propriedades cáusticas". Essa substância provoca a necrose cutânea da área atingida. Uma vítima famosa desse inseto foi o ator Marcos Palmeira, atingido no início de agosto, durante gravações no Nordeste.

A maioria dos acidentes ocorre à noite, quando as vítimas estão dormindo, e ferimentos no pescoço e no rosto são bastante comuns.

- Precisa do cuidado higiênico, de lavar com água e sabão para evitar infecções secundárias. Para o incômodo, o médicos podem receitar alguns medicamentos - explica um médico de Imperatriz, ouvido pelo site Imirante.com.

As vítimas afirmam que as queimaduras são bastante desconfortáveis e causam incômodo para dormir.

- A coceira é grande, mas não pode coçar para não piorar - diz um paciente.

No Brasil, esse tipo de inseto pode ser encontrado também no Centro-Oeste do país e no interior de São Paulo. Cinco espécies de Paederus são associadas a acidentes humanos no Brasil: Paederus amazonicus, Paederus brasiliensis, Paederus columbinus, Paederus fuscipes e Paederus goeldi. Por serem predadores de outros insetos e até mesmo de girinos, eles são muito importantes para o equilíbrio ecológico.

Além das lesões de pele, os pacientes precisam se preocupar em não levar a toxina do potó para os olhos. Segundo técnicos da Funasa, "os dedos que friccionaram o inseto podem levar a toxina a outras áreas, inclusive à mucosa conjuntival, provocando dano ocular". As lesões de pele podem ser tratadas com banhos anti-sépticos com permanganato e antimicrobianos. Antibióticos sistêmicos podem ser usados para controle da infecção secundária, ou seja, aquelas causadas por outros micro-organismos que chegam ao local ferido. (O Globo).

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