
A aposentada faz parte de um número cada vez maior de pessoas que decidiram se reconciliar com os estudos, depois de décadas afastadas das salas de aula. Idelzira é um exemplo de algumas das mudanças de comportamento que vêm ocorrendo na sociedade brasileira e na paraense.
segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres vêm buscando os bancos escolares com mais frequência que os homens. Divulgado ontem, o PNAD mostra que o Pará, mesmo a passos pequenos, vem melhorando em muitos índices, mas ainda precisa enfrentar – e vencer - as desigualdades que lhe cercam. Ainda há, por exemplo, um milhão de pessoas com mais de 10 anos que são analfabetas.
Outras mudanças: houve um aumento pequeno no número de pessoas de 10 anos ou mais de idade ocupadas. O IBGE considera ocupadas as pessoas que têm algum tipo de atividade, mesmo que não seja oficialmente registrada. Em 2007, o índice de homens “ocupados” era de 69,1%. Em 2008, ano referência para a pesquisa, esse índice passou para 69,8%. De qualquer forma, é um percentual menor que o de 2004, que chegou a ser de 72,2%. Em 2007, havia um percentual de 42,5% de mulheres ocupadas. Ano passado esse índice aumentou pouco, passando a 43 %.
Há desigualdades fortes ainda entre o rendimento de homens e mulheres. No Pará, o rendimento médio mensal dos homens foi de R$ 857, 00. Já o das mulheres foi de R$ 634,00. “Essa desproporção tem um forte teor cultural e também pelo fato de que muitas mulheres trabalham como empregadas domésticas, o que puxa o índice para baixo”, diz o analista do IBGE, Luiz Cláudio Martins. Segundo a pesquisa, 15,3% das mulheres com ocupação estão inseridas no serviço doméstico. “O serviço doméstico e a construção civil são duas atividades que exemplificam bem as diferenças de gênero, por reunirem proporções muito diferentes de ocupados de acordo com o sexo”, diz o relatório do IBGE. (Diário do Pará)
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