terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Programa ajuda egressos do sistema penal

Nesta quinta-feira, 11, será lançado em Belém o programa Começar de Novo, implementando pelo Conselho Nacional de Justiça, que compõe um conjunto de ações voltadas à sensibilização de órgãos públicos e da sociedade civil para a necessidade de recolocação, no mercado de trabalho e na sociedade, dos presos libertados após o cumprimento da pena.

A solenidade de lançamento do projeto na capital paraense acontece, às 8 horas, no Centro de Convenções da Amazônia (Hangar). O governo do Pará, por meio da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), vem cumprindo seu papel, e já estabeleceu várias parcerias para qualificação profissional e inclusão dos internos no mercado de trabalho.

Aproximadamente 60 detentos trabalham por meio de convênios já firmados com outras instituições, para utilização da mão de obra de presos e egressos: Seel (Confecção de uniformes, redes e bolas esportivas), Empresa JKS (beneficiamento do alho), PARA 2000 / Secult (cultivo de alimento para o borboletário do Mangal das Garças), OAB e Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Pará / Campos Castanhal (Serviços gerais).

Justiniano Alves, superintendente da Susipe, explica que o Sistema Penal está em processo de negociação com mais sete instituições publicas e privadas que possam oportunizar capacitação profissional e trabalho ao interno e egresso.

Nas 36 unidades prisionais do estado, 3.020 internos desenvolvem algum tipo de atividade, dentre elas: marcenaria, horticultura, suinocultura, compostagem, agricultura, piscicultura, confecção de roupa, etc.

"A meta para 2010 é aumentar em 40% o número de internos trabalhando nas unidades. Estamos mobilizando o empresariado para que disponibilizem algum serviço a ser realizado na casa penal, e paguem pelo trabalho desenvolvido, o valor que determina a Lei de Execução Penal (LEP)", comentou o superintendente.

"A Susipe fez um levantamento na Casa do Trabalhador para saber quais as dez áreas de serviços mais procuradas, a fim de qualificar o interno que está cumprindo pena para ser profissional autônomo", completou Alves.

É importante ressaltar, que a organização social Fábrica Esperança, subsidiada pela Susipe, cuja missão institucional é promover a reinserção social, por meio da capacitação profissional, geração de emprego, renda e educação, tem hoje 263 pessoas trabalhando, entre, egressos, albergados, livramento condicional e familiar, nas atividades de serigrafia, confecção em geral, costura e confecção de bolas, alimentação e serviços gerais, em órgãos do governo do Pará. (Secom)

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